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UNITA diz que 20 anos de paz angolana ainda são marcados por vários retrocessos

UNITA diz que 20 anos de paz angolana ainda são marcados por vários retrocessos

A UNITA, maior partido da oposição angolana, considerou hoje que, após 20 anos de paz, o país observa o retrocesso dos indicadores do Estado democrático e de direito, corrupção e aumento da pobreza e do desemprego, sobretudo dos jovens.

Numa declaração alusiva ao dia da paz e reconciliação nacional, o Comité Permanente da Comissão Política da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) aponta ainda outros pontos negativos, como "a subida vertiginosa dos preços dos produtos da cesta básica, a corrupção endémica e sistémica, a degradação dos valores morais e cívicos e o abuso e violação dos direitos humanos".

De acordo com a UNITA, a paz alcançada em 2002 era um objetivo programático primordial do líder fundador do partido, Jonas Savimbi, “que foi consolidado pela XVI Conferência Anual da UNITA, em março de 2001”.

“Para o efeito, o Dr. Savimbi tomou várias iniciativas diplomáticas e não se poupou a sacrifícios físicos e outros, ao ponto de doar a sua própria vida”, salienta a declaração da UNITA, que presta também “homenagem patriótica à memória de todos os filhos de Angola que, ao longo da sua História, pagaram com as suas vidas o preço da paz”.

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA frisa que o memorando de paz assinado em 2022, após a morte em combate no mesmo ano de Jonas Savimbi, pretendia trazer melhores expectativas para os angolanos, em todos os domínios, no entanto, “volvidos 20 anos, o balanço é mitigado, pois os angolanos vivem uma grave crise económico-financeira e social".

“O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, em nome da verdade, cabe-lhe, hoje e aqui, afirmar que cumpriu cabalmente o que lhe competia no quadro dos Acordos de Paz e que a transformou completamente em partido político democrático, à luz do seu manifesto fundante, da Constituição, e da lei dos partidos, e a sua prática assim o demonstra”, realça o documento.

Na sua posição, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA expressa que vai continuar a dialogar com o Governo para que este cumpra com os pendentes dos Acordos de Paz, nomeadamente a inserção social dos ex-combatentes e a devolução do seu património material.

Face aos desafios nacionais e internacionais, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA felicitou o líder do partido, Adalberto Costa Júnior, "pela sua crença no diálogo e pelas suas inúmeras iniciativas" que culminaram no encontro com o Presidente angolano, no dia 01 deste mês, encorajando-o “a persistir nesta via absolutamente salutar e exemplar para os cidadãos e as instituições do país”.

Adalberto Costa Júnior, Abel Chivukuvuvku, coordenador geral do projeto político PRA-JA-Servir Angola, e Filomeno Vieira Lopes, líder do Bloco Democrático, foram felicitados “pela iluminada iniciativa" da criação da Frente Patriótica Unida (FPU), que a UNITA acredita ser “a plataforma eleitoral certa conducente à alternância do poder político nas condições da atual Constituição da República de Angola”.

“Apelar a todas as forças vivas da sociedade e aos cidadãos em geral a aderirem à FPU, para todos juntos protagonizarmos a alternância tão necessária e vital para todos os angolanos”, exorta o comunicado.

No documento é feito o apelo a todos os cidadãos maiores de 18 anos para se registarem, instando o executivo a ponderar o alargamento do período do registo eleitoral que venha a ser julgado ainda necessário.