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Moeda angolana kwanza valorizou-se 15,2% em 2021 face ao dólar

Moeda angolana kwanza valorizou-se 15,2% em 2021 face ao dólar

A moeda angolana valorizou-se 15,2% em 2021, passando a valer 554,9 kwanzas por dólar, registando os maiores ganhos desde 1999, mas sem anular o resultado negativo da série de desvalorizações desde 2018.

De acordo com a análise da evolução do kwanza feita hoje pela Lusa, a moeda angolana registou uma valorização de 15,2% em 2021, passando de 654,5 kwanzas por dólar no primeiro dia de 2021, para 554,9 kwanzas por dólar, a 01 de janeiro deste ano.

A valorização da moeda angolana, no entanto, não chega para anular as perdas registadas desde a introdução da liberalização parcial do kwanza, ainda em 2017.

No princípio de 2018, eram precisos apenas 165 kwanzas para comprar um dólar ao câmbio oficial, mas desde então a moeda angolana tem vindo a aproximar-se dos valores praticados no mercado informal, considerados mais em linha com o valor real da moeda.

Em 01 de janeiro de 2019, já eram precisos 308,6 kwanzas por dólar, e um ano depois esse valor estava nos 482,1 kwanzas, registando-se uma nova depreciação durante 2020, que chegou ao fim com um dólar a valer 482,1 kwanzas, já acentuado pelo efeito da recessão económica e das consequências da pandemia de covid-19, que praticamente eliminou a entrada e saída de divisas estrangeiras do país.

A melhoria do kwanza em 2021 é atribuída à evolução favorável das condições económicas do país, mergulhado em recessão há cinco anos e ainda com incerteza sobre se no ano passado a economia terá, finalmente, crescido.

Angola viu o `rating` ser melhorado pela agência de notação financeira Moody`s, teve um programa de ajustamento financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) cujo cumprimento é elogiado pelos técnicos do Fundo e beneficiou da subida dos preços do petróleo, a principal matéria-prima do país, que vale 90% das receitas.

O Governo estima que a economia tenha crescido 0,2% em 2021 e que este ano acelere para 2,4%, ajudada pela expansão da economia não petrolífera e pela subida dos preços do petróleo.